Pesquisa na Tailândia indica que CoronaVac é eficaz contra variantes alfa e delta do SARS-CoV-2

Um estudo do Ministério da Saúde Pública da Tailândia (MOPH) concluiu que duas doses da vacina contra a Covid-19 da farmacêutica chinesa Sinovac, imunizante que no Brasil é produzido em parceria com o Butantan e chamado CoronaVac, oferecem forte proteção contra a infecção pelas variantes alfa e delta do SARS-CoV-2 entre grupos de alto risco.

A pesquisa indica que a vacina da Sinovac protege em 90% contra a variante alfa, além de ser 85% eficaz contra a infecção pulmonar. A partir de junho, quando 20% a 40% dos casos de Covid-19 do país foram causados pela variante delta, a eficácia do imunizante foi de 75%. O estudo foi feito durante o período de abril a junho. 

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De acordo com informações do MOPH, dos 677.348 profissionais da área médica tailandesa que foram imunizados com a vacina, cerca de 600 pegaram a infecção (em torno de 0,09% do total). O número atesta a eficácia do imunizante, que ajuda a proteger as pessoas contra internações, casos graves e óbitos causados pela Covid-19.

Outra análise, conduzida pelo Centro de Excelência em Virologia Clínica da Faculdade de Medicina da Universidade Chulalongkorn da Tailândia, mostrou que a vacina da Sinovac apresenta ótimos números no aumento de resposta imunológica contra a Covid-19. Segundo o estudo, 99,49% dos imunizados desenvolveram anticorpos para o SARS-CoV-2 quatro semanas depois de receberem a segunda dose.

“É difícil imaginar quantos profissionais de saúde e outras pessoas poderiam ter sido infectadas se não tivessem recebido a vacina da Sinovac nos últimos meses, e quantas vidas poderia ter custado”, comentou o médico especialista em doenças pulmonares do Hospital Ramathibodi da Universidade Mahidol da Tailândia, Prakit Vathesatogkit, em entrevista ao site da instituição.

A vacina da Sinovac foi a primeira contra o novo coronavírus a entrar na Tailândia, em fevereiro deste ano. Foram fornecidas mais de 17,5 milhões de doses do imunizante, de acordo com a embaixada da China na Tailândia.

No Brasil, a eficácia da CoronaVac foi comprovada depois do estudo clínico de fase 3, com 13.060 voluntários. Os resultados finais mostraram que a eficácia do imunizante pode chegar a 62,3% quando o intervalo entre a primeira e a segunda dose é de 21 a 28 dias. Todos que participaram da terceira fase eram profissionais da saúde, população altamente exposta à Covid-19. Os dados da pesquisa foram divulgados na plataforma de preprints da revista The Lancet e estão em processo de revisão por pares.

Butantan Notícias

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