Secretário de Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, diz que as medidas restrições podem ficar mais severas: “Situação muito pressionada”.

Foto Reprodução Twitter de Fábio Vilas-Boas, Secretário Estadual de Saúde.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, programa da Rede Bahia. O secretário de Saúde disse que as medidas restritivas podem endurecer mais ainda.

No domingo (23), o governo da Bahia prorrogou o toque de recolher em todo o estado até o dia 1º de junho e proibiu a venda de bebida alcoólica, inclusive por sistema de entrega em domicílio (delivery), das 18h de 28 maio até 5h de 31 de maio.

“Eu classificaria essas medidas como um estado ainda ‘light’ do que poderá ser, porque felizmente ao longo da semana, a coisa não degenerou de vez e a gente não entrou em uma situação de crise, mas se persistirem essas atitudes de flagrante e desobediência ao distanciamento, se continuar subindo na velocidade que vinha subindo na semana passada e nós chegarmos em uma situação de crise, de pessoas sem terem onde serem internadas, não há dúvidas de que as medidas deverão se tornar mais rigorosas”, disse Fábio Vilas-Boas.

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Fábio Vilas-Boas foi perguntado sobre o que não vem funcionando para que muitas pessoas continuem se aglomerando em festas “paredões” e outros eventos clandestinos.

“Primeiro é aquela sensação que o jovem tem de que nada vai acontecer com ele, de que eu posso tudo e que nada me fará mal. Isso é típico de quem está entrando na fase adulta, que é o super-homem, melhor que todo mundo e se ele pegar Covid-19, ele vai sobreviver”, disse.

A Bahia tinha conseguido baixar a fila de espera por leitos de UTI de 500 para 50 pessoas em 24 horas. E agora a fila chegou a 150 pessoas esperando por vagas em Unidades de Terapia Intensiva. 

O Secretário disse que “nesse final de semana, vocês devem ter visto, as fábricas de cerveja anunciaram que atingiram o pico histórico de vendas no Brasil, nesse final de semana, em plena pandemia, então é o motor por trás disso aí, ninguém faz um ‘reggae’ desse aí sem está movido a cerveja, que é a bebida mais bebida da Bahia”, contou. E que “Vai chegar o momento de que nós teremos que proibir a comercialização de bebidas, chegará o dia que nós teremos que fechar fábricas de cerveja na Bahia”

G1-Bahia

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