8ª Vaquejada do Parque Sinval Freire

A vaquejada é uma tradição nordestina que teve início por volta dos séculos XVII e XVIII com a introdução da pecuária no interior da região. Nessa época os “currais”, como eram chamadas as fazendas, não tinham cercas e os animais eram criados soltos. O manejo do gado requeria habilidade e coragem dos vaqueiros, pois os animais fugiam com frequência do rebanho principalmente na época de apartação, (festa no mês de junho para escolher os melhores animais para o abate ou para a venda) aonde os animais eram derrubados pelo rabo. Ao longo do tempo a vaquejada foi se popularizando e se tornando uma tradição cultural com grandes festas que se espalharam pelo nordeste do país.

Atualmente a vaquejada além de uma tradição nordestina se tornou um esporte muito difundido por todo o país. “O esporte conta com regras que visam a proteção dos animais e de todos que estão envolvidos na sua pratica, e alguns exemplos disso são a proteção de calda nos bois, o nível do colchão de areia, equipes veterinárias, e a proibição do uso de açoites nos cavalos, como nos falou, Genilda Moraes” da Equipe organizadora da 8ª Vaquejada do Parque Sinval Freire. Genilda que é esposa do proprietário do Proprietário Ládiston Lima Siqueira Freire, nos relatou da paixão por vaquejada herdada do avô que dá nome ao Parque. Ela nos contou que “Seu Sinval que dá nome ao Parque é da região do Poço da Pedra e ganhava a vida comprando e revendendo gado, e nas andanças dele, ele descobriu que essa região da Serra do Ramalho, Santa Maria da Vitória – Ba, tinha muitas fazendas de gado, então ele muito jovem comprava gado lá para vender em nossa região (Casa Nova), e nessas andanças ele levava seu Lau, que é pai de Ládiston. Seu Lau acompanhava o pai e foi lá que conheceu Dona Lurdinha que é a mãe de Ládiston, Seu Lau acabou casando e morando na região de Santa Maria da Vitória aonde Ládiston nasceu e lá é uma região que tem muita vaquejada, e quando Ládiston veio morar aqui sentiu falta das vaquejadas, então se estruturou e fez esse parque que leva o nome de seu avô”.

A vaquejada nessa 8ª edição será diferente por conta da Pandemia de Covi-19, não contará com a presença de público ficando restrito o acesso às dependências do Parque apenas os vaqueiros, suas equipes e as pessoas da organização do evento. A vaquejada será transmitida pelo canal do You Tube “FREESON VAQUEJADA” e as inscrições podem ser feitas no site “www.suasenha.com.br”, na secretaria do parque e pelos whatsapp (74) 98824-7135 / (87) 99629-0667. Esse ano a vaquejada terá quatro categorias Regional, Aspirante, Amador e Profissional e distribuirá 41 mil reais em premiação. A vaquejada terá início no dia 08 e encerramento dia 11 de outubro. Nos três primeiros dias serão as fases classificatórias ficando o último dia para as disputas finais. Nesta edição os participantes, além de terem que cumprir as exigências do regulamento oficial das vaquejadas deverão cumprir as regras sanitárias contra a propagação da pandemia sob pena de desclassificação. O uso de máscara é uma das exigências aos vaqueiros em todas as dependências do Parque, inclusive na pista. A equipe organizadora, no momento da reportagem, estava fazendo os últimos preparativos para garantir as exigências sanitárias que o evento requer. Genilda ressalta que “terão equipes aferindo a temperatura dos participantes, distribuição de álcool gel partir na entrada do Parque, que contará com apoio de equipes de Bombeiros, Saúde e Segurança para que tudo ocorra em paz. E aos amantes das vaquejadas que acompanhem pelo canal já mencionado”.  

O destaque da vaquejada é o primor pela segurança tanto os vaqueiros e equipes quanto ao público. E pensando nisso, por conta da Pandemia não terá a festa dançante conhecida como Festa do Vaqueiro, porém a equipe organizadora vai manter a tradição da Missa do Vaqueiro aonde os mesmos vão pedir a proteção divina e renovar fé em Nossa Senhora Aparecida, padroeira dos Vaqueiros e Vaqueiras. Além disso, como já é tradição todos os dias às 18:00 horas a vaquejada pausa para a prece ao som da Ave Maria Sertaneja na voz do saudoso Luiz Gonzaga.

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